poeminha

Reforma do blogue | Se vc reparar bem, descobrirá que por aqui algumas coisas não funcionam bem. Alguns links, posts antigos. Tudo isso pq quando se reforma algo, cobrem-se os móveis com plásticos pretos e, mesmo que vc queira a cozinha muito limpa, ao servir o café repara que é necessário lavar de novo as xícaras, no fundo se acumulou poerinha. Enfim… fica à vontade e não repara na bagunça.

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poema contra o isolamento

os pensamentos mais fervorosos

de quem há muito não crê em deuses

…. são faíscas de eletricidade

(… parece que teus fios de cabelos dançam com os meus)

¡peluqueria!

pq meu irmão tb é gênio das percepções artísticas.

créditos todos dele.


El perro potosino de frente a su trabajo

(Potosi, Bolivia, 2010)

hoje | balada literária

e quem não for, é a mulher do padre


embora ser a mula-sem-cabeça não seja má opção

deve ser um alívio constar na agenda

favor perder a cabeça sempre às quintas-feiras.

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o laerte conversará com a ivana sobre “rever: arte e maturidade”.

às 20h no b_arco.

antes tem o antológico augusto com o caetano. mas tá tão divulgado… e por aqui não se chove no molhado. ou não.

+ tudo aqui

posfácio “pequenos afazeres domésticos”

este post é programado. para ir ao ar quando estivermos no lançamento. quando a lua estiver bem cheia no céu poluído.

trata-se do posfácio ao livro de poesia pequenos afazeres domésticos, da lilian aquino, publicado pela editora patuá.

a foto que ilustra o post é do antológico episódio prozac no prosecco – um dos acontecimentos mais importantes da poesia contemporânea jovem paulistana nos anos 00. confira as fotos de 2006 aqui

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———- Mensagem encaminhada ———-

De: ana rüsche

Data: 19 de julho de 2011 13:04

Assunto: posfácio

Para: Lilian Aquino

Cc: Editora Patuá

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abigail querida,

claro que isto tem formato de carta! o que vc supunha? aliás, é um e-mail em minúsculas, como compete a tudo que é afetivo. com cópia pro editor, quem teve que fundar uma editora inteira pra publicar este livro (poetas são exagerados – desconta essa edu, plis):

[calculo que, em breve, o e-mail será algo do passado e ficaremos em nosso lugar confortável de quem transpassou um século pra começar a se dizer gente em outro. e ser invariavelmente passado, que sina. crias dos anos zerados, os mesmos sempre apaixonados pelo futuro.]

- horrível este afazer doméstico, dona abigail!

como escrever dum livro cuja resposta só poderia vir na forma de zonas de silêncio, de lágrimas furtivas (advinho que chorar seja proibido na pós-modernidade), na forma de folhas xerocadas e distribuídas aos alunos por-favor,-leiam,-esse-poema-é-maravilhoso e estaria lá, desfolhando o livro, me desfolhando como louca, sendo novamente aquele ipê difícil plantado no meio da sala

roxo ou amarelo?

aí, no meio desta tarefa horrível de escrever um algo-que-funcione, descubro que “afazer”, verbo, é adquirir certo costume ou hábito, um acostumar-se, um habituar-se. neste momento exato ganho a certeza. a tarefa é impossível. este livro nunca será acostumável, inassombrável, afazível. muito menos.. doméstico! respiro. só o impensável é impossível, cochicha o paulo. é bom dar risada das próprias inaptidões. sigo vasculhando o que se passou sob os tufos inconfundíveis de certos cabelos vermelhos

e observo teus truquezinhos gramaticais

: o amor pelos pontos finais, os passados tão passados “Quando aquele lote de terra dura/ fora alinhado/ capinado/ não se adivinhava – nada”, escolhas lexicais escafandristas, as anotações tatuadas por dentro de muito poema que li e vc me conta no déjà vú, esqueço o poema outro, esqueci de dia (e reparou em quanto acento tem “déjà vú”?). dei risada quando li o “decidiu raspar os cabelos/ ela mesma”, na minha cabeça a tradução era “[she] said she would buy the flowers herself”, vícios de más leituras.

aos poucos, o afazer doméstico transforma-se num reconhecer-se nesta cidade aberta, nos cacos de cerâmica (mas vc me dá o “fragmento de louça” bem galante), nas tais zonas de silêncio, nos azulejos que parecem cascos de tartaruga, nos pés enterrados na areia.

e, quer saber, é tão bom estar aqui!, entre imagens amigas, à beira dum fogão, em torno de nós mil personagens e histórias piolhentas, casulos, livros aplaudindo flap-flap, vacas amarelas mugindo,

tar entre tudo que é possível pq a palavra existe

e, durante um instante meu de sorte, é tua

e vc corajosa nos dá então o mundo.

assim, em troca, queria te fazer uma pequena inconfidência (pior que acho que já te contei)

: quando era pequena, tinha ódio das meninas tímidas. me pareciam muito mais espertas. comedidas. quietas. sabidas. já eu era bem tonta e falante. hoje penso que o ódio, na sua burrice extrema, guarda lá uma grande esperteza.

- teu livro é um DESBUNDE, abigail!

obrigada por existir.

meu carinho todo,

ana erre.

escorpianas

poeminha de pé-quebrado que fiz pra dona marília moscou. ana erre não é uma pessoa fácil de se conquistar (mentira), mas é possível algumas vezes [ah, leia o texto que dona marília fez sobre o próprio aniversário].

e hoje todxs irão ao lançamento da lilian aquino! nem me venha com mimimis.

criatura que também possui cabelos vermelhos e faz aniversário amanhã.

cada uma que cruza meu caminho que vou te contar…

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madame impertinent


ela parecia minha tia.

altiva, impertinente.


depois mudei. autoritária era eu

de enfiar uma tia goela abaixo

pra menina de cabelos incendiários,

a perguntadeira incansável.


é que desenvolvi preguiça alérgica

a perguntas que me retirem o aconchego

das certezas. pareço minha tia.


e agora me coça o nariz [atchim]

quando descubro um carinho de gato

que tenho

por essa impertinência toda.

do gênero epistolar

um pedido de desculpas por ontem


…. não foi culpa da tropa de choque e dos helicópteros. submetralhadoras e gás lacrimogêneo. eles só iriam me despertar no dia seguinte. quando fui dormir eram ainda apenas umas moscas varejeiras paradas em vôo, sob o rio sem fluxo, sob as avenidas de luzes vermelhas, estacados todos. à espera das manchetes matutinas, dos comentários espúrios, chacais à espreita.

…. também não foi culpa da proximidade. nem era perto da minha cama ou de meus lençóis. meu cão dormia quentinho. e se chorei muito, cheirava meu focinho. era na outra margem do rio. mas podia ser, uma terceira margem de tempo à espreita, nunca se sabe.

…. a culpa foi minha unicamente, admito.

…. de ser intransigente, impaciente. me desculpa.

…. (foi isso que me enlouqueceu, um homem ao telefone, uma voz gravada te diz que teus desejos não existem – te diz que esse número não existe, te repete mais de trinta vezes, não existe. mas um dia juro que existiu. e tem horas em que não dá pra tapar os ouvidos da alma)

…. aí me parece que hoje não se pode pedir

…. : seja mais doce – a doçura é a falsidade do anúncio – rosas coloridas, vai resistir?

…. não sei ainda o que me despertaram ontem à noite. lacrimogeneidade. sei que agora ainda a cabeça me dói. e não estou presa, nem detida. nem revoltada. difícil viver numa época, quando nos legaram apenas dois sentimentos de dia d, depressão e desespero. a tristeza bonita são os sambas do passado.

…. me desculpa. só queria dizer que queria um beijo e um abraço.

…. quis dizer boa noite. mas há muita violência nos ares.

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imagem: a partir da foto do werther santana, agência estado.

tarde

tinha várias coisas pra dizer aqui. até fiquei com vontade de voltar. aí lembrei que este é um espaço em transformação. hum, ainda não é tempo do alame das crisálidas.

sábado | agendinha

o dia está estranho, nada mais familiar. muito corrido. muito.
passo voando por aqui pra deixar 3 convites dos maravilhosos – outubro tá primaveril e todo sem-vergonha…

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(a) o encontro nacional das blogueiras feministas! os debates serão transmitidos via streaming:

“Nos dias 22 e 23 de outubro uma parte das Blogueiras Feministas se encontrará em São Paulo. Decidimos realizar um encontro nacional para aproximar pessoas que se conhecem apenas no virtual, debatermos sobre o grupo e, para aprender com mulheres que falarão sobre feminismo, comunicação e política no primeiro dia do encontro”.

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(b) festa de um ano da Iara! fico muito feliz em ver esses coletivos – conjunto de ações, pessoas e ideias – tão floridos. participaremos com a presença das quatro peixes.

“No dia 22 de outubro, sábado, vai rolar a festa de um ano da Iara. Das 17h às 22h na Casa ao Cubo, Vila Mariana.  Um momento bem especial.  A programação conta com sarau organizado pelo coletivo Quatro Peixes, composto pelas jovens poetas Ana Rüsche, Maiara Gouveia e Roberta Ferraz; pocket show da cantora Rafaela Rabesco com Aline Scolfaro no violão e o tecladista Carlos Eduardo Paiva da banda Tia Landa; performances de Gisele Inácio e Débora Nowak e uma atuação surpresa”.

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(c) festa do Bike Anjo!

“Nesse sábado, em São Paulo, vai rolar a Balada Bike Anjo. A ideia é divulgar e arrecadar recursos para o Bike Anjo no Catarse. Com esse dinheiro vamos fazer um novo site e automatizar o sistema de pedidos, fazendo com que o “encontro” entre o ciclista iniciante e o seu Bike Anjo seja mais rápido!”

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eu vou. quando der, volto pra contá.

@AcampaSampa

minha contribuição, um pão que chegou ainda quente. não sei como a semana será para a acampada – ontem, o frio e a chuva castigaram bastante os ânimos. a semana começa devagar por aqui. saudades do final de semana, com tantos amigos maravilhosos.

ah, notícia das melhores: a CÉLEBROS voltou à ativa.

alvorada

imagem pra dizer bom dia.

retirei do facebook, o fotógrafo é o vinícius mariano.

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vale do anhangabaú ontem

pra acompanhar, me pediram pra dizer que o twitter é o @manifestacaoorg