outro inédito
pro fê que pediu & sou facinha
(inda mais de sexta-feira. mentira)
.
quando se é noite, nos todos os dias do coração,
e os cobertores dançam nas ruas como cabides de meninos,
uma mão é um ninho, de cachimbo e dureza
é o que aninha o silêncio da pedra
ainda é o que aninha o que nunca conheço, palavra
tenho bem medo dessa noite, tranco-me em algum lugar, é a violência
medo desses dias em que todos os corações já são escuros
aninho-me no meu cobertor que já não dança, doente do pé,
é a preguiça, sabe? também tem isso, um cansaço de aspirina
uma vida besta de pedra opaca, à que tudo se volta em volta
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(e tenho que admitir que roubei o tema do joão wainer. a gente nunca cria nada sozinha)
test Filed under Sem categoria |4 Responses to “outro inédito”
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lindo…
eu é que agradeço teu blogue, joão, difícil passar por lá como se a gente despercebesse o mundo.
aninha …
quando chegou o email de notificação do comentário, achei que era um vocativo, agora é verbo. entendi.