E o Contrabando da Anna!
Puxa, fiquei bem feliz com o retorno dos comentários ao post sobre o Contrabando da Fernanda. Dá uma oxigenada no blogue, nas idéias, outras dinâmicas e redes. Às vezes é tudo assustadoramente solitário e branco por aqui.
Hoje conto então sobre o Contrabando da Anna Marotti, para coroar a sexta-feira. E já esticar o findi. Reparou que esse ano teremos 2 sextas-feiras treze na seqüência? O que significará? Eu desisti de não-usar o trema? + sobre a “distribuição por contrabando” aqui
Conheci a Anna ouvindo uma leitura dela, num sarau da AIC, organizado pela Flávia Rocha. Vem a calhar, pois, além das fotos ótimas, ela me enviou um poema. E bom poema, pq até agora estou meio melancólica, pensando nesses dutos. E uma oração, que ela possa escapar desses dutos infindáveis pelos quais perdeu seus bebês em acusações de automutilação.
Que sempre nos permitam a Entrada.
Obrigada, Anna.
———
I. Fotos do Contrabando
Essa é a Andrea Marquardt com a Anna
Andrea também, só que Moraes
a Chris
a Maisa
e a Meca!
(Tô vendo que foi o maior fuá esse dia! Muuito agradecida pelo carinho e por cederem essas imagens preciosas!).
.
II. Poema
.
Na dúvida -
me deixe entrar.
Ao vagar por sua casa
prometo
não me enveredar por cantos
paredes
corredores
- que não seu quarto.
Suas mãos
mudando
- minha temperatura.
E me fazendo esquecer
o pesadelo
dos dutos.
Anna Marotti
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