CONCURSO #1poemapara

maio 19th, 2009

- Bem, concursos são moda pq sempre esbarram num sonho que de alguma forma desenhamos em algum lugar tão dentro, que de vergonha de contar pro outro, a gente acaba se inscrevendo no concurso.

- Hum, certo, certo, acho que não é nada disso.

- E… mas concurso também é moda, não é? Igual à Nona de Beethoven, nunca sai de moda. Aí, como estou meio parada, meio cheia de outras coisas pra fazer, pensei em abrir um concurso, sabe?

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REGULAMENTO

Seguinte, preciso entregar um poema para Alguém. Sim, um poema sobre insônia que fiz para Alguém dormir melhor - nada mais homeopático.

[1] Ganha quem me contar a maneira mais criativa para eu entregar o poema. Considerando Alguém e eu que moramos em São Paulo, não nos vemos muito, mas nos trobamos por aí sempre correndo (típico), usamos internet, não temos muitos dinheiros nem tempos e somos felizes (tenho dúvidas).

[2] Vale “contar” essa maneira via comentário no blogue, via twitter (#1poemapara) ou e-mail para os mais tímidos, quem diria (anarusche + gmail.com).

[2,5] Recebo até dia 24.05, domingo, às 15h BSB.

[3] Prêmio: se vc ganhar, te escrevo um poema curativo sobre algum male que te aflige. Claro que vc vai me contar depois, né? A gente vaticina pero no mucho.

[4] Resultado: domingão! dia 24.05, se tudo correr bem.

[5] É tudo público, nada de pseudônimo. As regras podem sempre mudar a qualquer momento - aqui, afinal de contas, é jurisdição brasileira.


7 Responses to “CONCURSO #1poemapara”

  1. Amanda on maio 19, 2009 17:59

    Esses concursos que pedem coisas com palavras do tipo “original/criativo” não me atraem. Penso em coisas sempre, mas nem sempre envio.
    Eu entregaria dentro de um sachê de chá de Erva-Cidreira. Com o chá dentro, e uma fitinha de papel tipo o do saquinho, bem fininho e comprido enroladinho no chá.
    Erva Cidreira é mágica e a entrega já fica receita-medicação-efeito tudo junto.

  2. Paulo on maio 20, 2009 15:34

    Liga pro Alguem as 3 horas da manha e pede pra passar um fax…

  3. altivoneto on maio 20, 2009 23:11

    Aí AnaR, pede pro Kaki fazer ligar “malandro” falando que vai um aviaozinho entregar um negoço pro esperto. Compra guaraná-power pelo site da DrogaRaia e manda entregar via motoboy na casa d’Alguém - com um bilhete dizendo “se liga até as 03:45AM e acessa a linha que tô te dando”. E mete o endereço na Net onde vc vai liberar o broascast da poesia só no diacho de horário dado na porra do fim da madrugada!

  4. Rafael on maio 21, 2009 11:59

    Oi Ana, manda o poema enrolado dentro de uma garrafa e joga a garrafa na entrada da casa dele.

  5. Maiara on maio 21, 2009 14:22

    Resgistre o poema em semáforos, cópias autênticas, em um sem-número de vias urbanas. Registre: para Alguém. Assim, Ninguém terá dúvidas. Mande um telegrama virtual

    Jaz para alguém cópia poema insônia pare no primeiro sinal continue até pegar no sonho

    De papel. No meio da Paulista, outro. Na íntegra. Para Ninguém deixar de ver. Para Alguém saber que há poema em um novo centro paulistano

  6. Mike on maio 23, 2009 19:35

    Hi, nice posts there :-) thank’s for the interesting information

  7. Fabiana Motroni on maio 25, 2009 8:41

    Oi Ana, não pude deixar minha sugestão antes…mas mesmo que eu esteja hors concours é um prazer participar : )

    Tem um ditado que diz que se você tem um problema pra resolver, e sempre faz a mesma coisa pra resolvê-lo, vai ter sempre o mesmo resultado. Fazer algo diferente para seu alguém com insônia, pode ser, no final, o que esse alguém precisa. Usar o novo para interromper essa coisa cansada e repetitiva de quem quer dormir e não consegue.

    E o seu novo poderia seu uma boa e velha idéia: VÁ PESSOALMENTE À CASA DESSE ALGUÉM, na hora oficial da insônia dele, e, numa espécie de aparição poética, SEJA VOCÊ MESMA O POEMA.

    Bata à porta, surpreenda. Deixe alguém ficar com vergonha pois está com aquele pijama ridículo, ou descabelado. Faça graça, converse, quem sabe rir um pouco até chorar. E dê um colo, aquele que nenhum e-mail, twitter, facebook, pombo, tambor, fumaça vão substituir. Então, quando couber, leia o seu poema. Decore, declame, fale como quiser. Registre o momento, fotografe, filme, grave, tatue na pele do alguém. Mas entregue você mesma, nem mais algo, nem ninguém.

    Entregar as palavras pessoalmente é ir além das drágeas do remédio, é ser a mão que estende um copo d’água e o rosto que sorri dizendo que vai melhorar. É entregar o inevitável poder do afeto. E eis que seu alguém recebe de você mais que um poema, ganha um acontecimento poético, uma lembrança que ele pode, enfim, ingerir com água, ritualizar e transformar em antídoto contra a indesejável insônia.

    Poesia curativa sim. Pois cada um tem o poder de sorver a palavra e deixar que ela seja mágica.

    Um beijo, e meu desejo

    que durma bem
    o seu alguém

    Fabi

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    Leitura de "Tempo de Guerra" Livraria Conejo Blanco, Cidade do México. Poema na íntegra aqui ("Pega meu corpo de boneca inflável") | nov 2007

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