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LAERTE, o gênio máximo da arte brasileira, comenta hoje sobre Rui e Pedro, digo o Pedro Dom ele-mesmo. Imperdível. Não copiarei e colarei para não te poupar da visita. Coincidência é coisa que não existe, conforme já comprovado antes.
Hum, desse jeito será dom pedro e os indecentes (embora dom pedro e os surpreendentes seja meio fofinho…).
Filed under Sem categoria | Comment (0)so baby talk to me
like lovers do.
bom, depois que o fran nem tomou conhecimento de nosso xaveco pra ele integrar a banda mais famosa que ainda não existe, a dom pedro e os dependentes, vixe, nem com tango argentino.
mas fiquei pensando que todo mundo devia ter a sua versão de sweet dreams.
fotos do zoo de brasília. a capivara morava aqui da marginal pinheiros, mas veio tentar um emprego público na capital federal. que nem as corujas.
Filed under Sem categoria | Comments (2)regras
Nunca há nada de novo front que não seja ele próprio. Mesmo que já tenha sido compartilhada 6218 vezes via facebook e retuitada 4181 vezes, achei que mal não fazia comentar em 5 minutos a matéria “Ten rules for writing fiction” publicado no The Guardian.
Caso você não leia em inglês, nem se preocupe - é absolutamente recomendável imaginar o que aquele monte de escritor está tentando nos dizer em vão.
Escolhi três regras, as quais sigo praticamente à risca e quebro a prazo.
Jonathan Franzen | The most purely autobiographical fiction requires pure invention. Nobody ever wrote a more autobiographical story than “The Metamorphosis”.
A mais pura ficção autobiográfia requer pura invenção. Ninguém nunca escreveu uma história mais autobiográfica do que “A Metamorfose” (tradução retirada do Casmurros, recomendo a visita).
Neil Gaiman | Laugh at your own jokes.
Ria das próprias piadas. Sempre. Estou fazendo-o agora mesmo.
Helen Dunmore | Don’t worry about posterity - as Larkin (no sentimentalist) observed “What will survive of us is love”.
Minhas tentativas de tradução ficaram péssimas. Vc entendeu.
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Escreva a sua própria regra aqui:
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Filed under Sem categoria | Comment (0)ah, uma câmera na mão…
Bom, parece que as coisas estão mais calmas.
E… de agora em diante, força total até sobreviver ao lançamento! Já tem data: no dia 18 de setembro, sábado, lanço o Nós que Adoramos um Documentário a partir das 16:30h na Casa das Rosas - haverá leituras, depoimentos, tudo bem bonito e os autógrafos serão no café, que é tão charmoso.
Para fechar o domingo, aí vai um vídeo engraçado, que o Daud fez o imenso favor de melhorar o áudio - gravamos ali no ‘Lolita’, no centro, após uma tarde de Praça Roosevelt.
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são paulo é de quem está aqui.
Olha que legal: no google maps, ainda não existe a Ponte Estaiada! Esse printscreen é de hoje!
Considerando que criticar a FLIP é postura absolutamente lugar comum, considerando que o Marcelino pode, óbvio, falar da FLIP sem ser clichê, bem, o que não pode como ele?, rs, considerando ainda que eu sim sou a própria garota-clichê, farei um esforço hérculeo, que já dura alguns dias para não dizer nada sobre o assunto. Olhe minha cara de menina fina! Que no jargão se escreve com ‘ph’: minha cara de menina phina.
Aí apareceu um assuntinho besta, mas que anda ganhando, assim no gerundismo mesmo, e provocou uma coceirinha. Isso do grotesco “São Paulo para os paulistas“. No começo, dei risada, não pode ser sério, né? Recebi via twitter. Mas as pessoas estão sempre mobilizadas, não adianta, basta um riscar de fósforo e teu ouvido já vira penico, teus olhos já se transformam em privada suja e vc passa a ler um monte de palavra criminosa, abjeta.
E me dá siricutico.
Tudo isso pra dizer que faremos uma reunião extraordinária (afinal, somos extraordinários, hahá, no pior sentido) pra pensar que tipo de ação de arte pode se contrapor a essa imbecilidade.
É a negação da história e das estórias da metrópole, é escurraçar vários de meus melhores amigos, expulsar vários de nossos melhores artistas, é transformar meu sotaque horroroso do inteligentchi em norma culta, é mentir uma mentira sem farsa, é tirar o amor das palavras e as transformar no som do metal, até que percam qualquer significado de humano.
São Paulo é de quem está aqui.
Filed under Sem categoria | Comment (1)pink it’s not even a question
nem sei como isso bem começou. num quando e eis que estava fascinada por um batom absolutamente rosa-choque e vagabundo. hum, prossiga. aí fico lendo o blogue do peçanha leitão sobre plantas carnívoras que devoram mulheres virgens (logo eu, que não sei desenhar e não posso participar do “edital” que ele publicou). e isso da crise aérea, a amazônia, a musiquinha do aerosmith martelando, martelando… pink is the love you discover, logo eu, pobrecita em referências pop…ai, ai. bom, espero que goste. ficamos por aqui. beijo de boa noite.
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because pink is my favorite crayon
e logo que vc me diz
que o carregador quebrou, que pagou uma nota num novo
que ali a zona franca e que de franca só tem a zona
é mentira, fui eu quem inventei isso agora.
e a lenda as amazonas
elas, guerreiras canibais, que roem os ossos
de seus homens, que criam os filhos só até
se despertarem meninos, essa lenda que inventei
baseada nas minhas próprias amigas
e nos meus mais profundos desejos antropofágicos
tua pele riscada em desejos por rosa-choque
e lembro que outro dia desenhei
a planta carnívora que come mulheres virgens
no seio da floresta escura e tão barulhenta
creeeek! - e lá está a menina a espernear dentro
das mandíbulas da planta
e desenhei em pink os olhos do boitatá
e em pink delineei os peitos da iara
essas lendas de mentira que a gente aprende
na escola, é tudo que sei, o resto invento
em pink, a cor mais improvável
da floresta, que se encontra nas gengivas
das amazonas canibais, na boca da
planta carnívora, nos lábios das putas
da zona virgem e na embalagem do teu carregador
made in manaus.
e fico tão feliz em te ouvir
dessa selva, dessa maquete imaginária
nas folhas imensas de meus cadernos de criança
mal-criada, o desejo é uma grande flor tropical
que nos devora quente adentro, que sinto,
ah, como eu sinto
(é bom te ouvir e te desenhar em choque em mim
ei, estou rindo, viu?)
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sei, já sei
é… falei que voltava e desapareci novamente. ainda não aprendeu? nunca começa quando a gente quer. olhe, domingo já estava aflita com a volta do semestre. ansiosa, volta às aulas. e quem diz que semestre começou? só pra semana que vem ser um verdadeiro armagedon de compromissos. essa aqui, o maior marasmo, fico fininha.
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assuntos desconexos:
[a] via twitter e facebook recebi um monte de receitinha de como preparar macarrão integral.
[b] meu mapa astral é composto por uma constelação de astros alinhados em virgem: meu signo, o ascendente, o sol, além de mercúrio, vênus e saturno. nodo lunar também. em câncer, estão minha lua e marte. meio céu está em gêmeos.
achei graça, nada mais virginiano! e isso, paradoxalmente, não parece trazer organização à minha vidinha. aí vem a mai e fala “ana, teu mapa é a própria expressão de mercúrio“. fico meio aflita. o daud deve ter razão em não consultar os astros: nojinho de cozinheiro às vezes é saúde.
[c] esqueci agora. outro dia volto melhor da cabeça. um poema novo quizás. o do pink is my favorite crayon.
Filed under Sem categoria | Comment (0)rasgando véus e seda à Louca
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“Describe it, Jane.”
“It seemed, sir, a woman, tall and large, with thick and dark hair hanging long down her back. I know not what dress she had on: it was white and straight; but whether gown, sheet or shroud, I cannot tell.”
“Did you see her face?”
“Not at first. But presently she took my veil from its place; she held it up, gazed at it long, and she threw it over her own head, and turned to the mirror. At that moment I saw the reflection of the visage and features quite distinctly in the dark oblong glass.”
Jane Eyre, Chapter XXV, Charlotte Brontë, 1847
A imagem é do Delacroix.
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A Louca no Sótão está entre meus novos blogues preferidos. Acho que sou leitora-louca-no-próprio-sótão, algo assim. Aliás, acho que farei uma entrevista com a Louca.
É que o título do blogue me dá calafrios (e é aí que a gente quer ler). A história do marido que prende a própria esposa no sótão e finge que ela nunca existe - está em Jane Eyre, romance da Charlotte Brontë. Vem daí, né, querida Louca?
Acho que foi a Vivian que me deu o Jane Eyre, quando eu tinha uns 18 anos, a leitura foi meio traumática, mas positiva, o mundo é sempre pior, ok, aqui estou sobrevivida e escrevente. Foi vc, Vi querida? Viu como sou louca-no-próprio-sótão? Bom, deve estar lá na minha pilha de pockets da penguin que adoro…
Por conta ainda do blogue, descobri inclusive a existência do Wide Sargasso Sea, um romance que me parece genial, mas ainda não li, da domincana Jean Rhys - ela dá voz à louca! Ia fazer um monte de consideração sobre mares, reapropriação de temas no pós-colonialismo, mas é isso. Acho a figura muito poderosa. Dá até vontade de escrever um paperzinho… Ou robar para os contos que ando rascunhando, literatura é sempre isso: e saques e pilhagens e incêndios.
Bem, só para dizer que sou razoável, pedi licença à Louca para reproduzir o post abaixo na comunidade www.autobiografia.ning.com. Tudo a ver.
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July 24, 2010 in Uncategorized
A mania de autorretratos é menos narcisismo que curiosidade. A estranha no espelho vai mudando com a vida, rápido e sem aviso. A cada dia parece surgir um novo ângulo, uma novidade nessa mulher que me olha; vamos nos reconhecendo aos poucos. Ombros pontudos, braços finos _ corto o cabelo e ela me sorri 97, 2000. A menina que fez a Transiberiana sozinha aos 22 _e se achou muy corajosa por ter sobrevivido após duzentos avisos de que ia acabar morta_ resvala na mudança no sentido de coragem. Eu fui muy corajosa quando aceitei ser metade, sabendo que podia terminar aleijada da outra metade, quando aceitei me multiplicar, dar parte de minha alma para uma criança. Quase uma década para perceber que as metades não se encaixavam. Todo o quebra-cabeças estragado.
A estranha no espelho me relembra do que abri mão em mim para me tornar metade _do que pode ser recuperado, do que morreu para sempre. E lentamente nossa relação vai se tornando mais íntima, menos assustadora. Pouco a pouco vou me tornando inteira de novo, crescendo novos membros, órgãos, feito uma anêmona, uma estrela-do-mar. E a estranha mutante me mostra que meu controle sobre ela é um tanto pífio _ ela me leva pela mão, nos olhamos curiosas, e tiro a câmera para provar que essa sou eu, que essa é ela.
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[depois] via Peçanha Leitão descobri um blogue gracinha: o http://redhairedgirls.blogspot.com, que tem como meta “criar capas para álbuns imaginários de bandas imaginarias” - ótima.
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1 ano de Projeto EU
[antes] são tão tão bonitos os poemas do frank o’hara que estão na modo de usar, que nem consigo ler todos. precisa ler, respirar, pensar o dia e voltar. visita antes que vc envelheça novamente.
a EZ nos enviou um e-mail:
(além do projeto ser bonito-em-si, tem muito a ver com o livro novo: fechei os últimos poemas em ubatuba, no final de 2009, e ali mesmo fiz minha mini-performance silenciosa para o EU. de testemunha, apenas um vira-lata, desses clássicos de praia. o momento em que me senti mais feliz com a composição do livro: a certeza de não estar mais sozinha, olhando aquelas montanhas que te olham tanto).
a EZ sempre escreve uns emails bonitos. pedi licença e encaminho pra vc.
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———- Mensagem encaminhada ———-
De: erica zingano
Data: 23 de julho de 2010 07:35
Assunto: 1 ano de projeto EU
olá geral a todos
é com uma espécie de felicidade que informo que o projeto EU virou 1 ano
nesse tempo inteiro
muitas coisas se passaram e
o tempo
nosso amigo mais sincero
nos ensina a lidar com as esperas
e com as coisas práticas de todos os dias
esse e-mail festivo é pra comemorar
(por mais que eu ande um pouco displicente
longe do blog e dos envios, ainda falta fazer atualizações
da andréa do renan e do leo
& outros)
fui tomada de muita alegria pelo livro da ana rüsche
poeta que está no projeto
e que vai lançar um livro agora
“nós que adoramos um documetário!”
onde o EU (dentre tantas outras coisas) se desdobra no livro
http://autobiografia.ning.com/
(o livro brinca com a ideia de documentário
e autobiografia… acho que daremos um jeito
de ele tb ser lançado em fortaleza
junto com o de renan e o livro que estamos escrevendo
eu roberta e renata que se chama ” fio fenda falésia”
pq todos foram ganhadores do proac, prêmio da secretaria de cultura
do estado de são paulo e seria muito legal fazer uma lançamento em conjunto)
enfim,
falar disso é falar da alegria daqueles que jogam uma ideia no mundo
e do diálogo que se abre a partir da ideia
captada e desdobrada
enfim
dessa experiência mágica que faz parte do sistema literário
escritor/obra/ leitor
mas aqui na verdade
podemos pensar no campo dos afetos, com espinosa
disso que é dado para o outro como um convite
um compartilhar
dentre todos os EU’s
enviados
perdidos
esquecidos
trabalhados
postados
soltos
fragmentados
cortados
não-realizados
não-respondidos
etc
agradeço desde já a participação de todos que foram convidados para o projeto
que continua de pé (e que acho que até depois do meu mestrado)
prometo de verdade
que agora em agosto irei colocar muitas coisas no ar
e enviar EUs que ainda não foram enviados enfim
(fabiano, promessa é dívida)
ou seja,
mais um ano para a frente
para esticar o tempo e desdobrar o tempo
deixo um beijo
por esse aniversário do EU
que é nosso
bez
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filhote na gráfica!
voltarei a escrever aqui somente em agosto. enquanto isso, vc pode fuçar o que ando fazendo em:
(a comunidade virtual do NÓS QUE ADORAMOS UM DOCUMENTÁRIO - livro novo! opa!)
o bichinho tá agora na gráfica. em uns 15 dias, tá na mão. hum, rola sempre uma ansiedade.
e hoje também conto um pouquinho sobre a capa: a arte é do felipe sentelhas, feita a partir da estampa dum vestido meu. Nossa idéia é que a capa dê a sensação de um caderninho, daqueles que não saem da bolsa/bolso, sabe? O formato é 12,5 x 18 cm, com 128 páginas.
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