A Ceramista
Poemas velhos para velhos problemas e riscos de novas soluções. A gente sempre aprende a perder no melhor estilo. Transformei a ceramista agora numa personagem de carne-e-prosa, é um conto. Imagina, logo, eu, toda chatilda, escrevendo um conto, inacreditável. Darei notícias. E sigo tão atrasada quanto o coelho da Alice… ai, ai.
Uiara: Imagem retirada do blogue ótimo Oficina de Cerâmica João do Barro, atelier situado no Rio - vale a visita ao menos eletrônica.
A CERAMISTA
Trago comigo coisas abandonadas.
Coisas que os homens jogaram fora:
placentas, gânglios, guirlandas, guelras.
Marize Castro, “Muralha”
a partir de Concha e Aurora,
criações de Ângela Barros e Alberto Guzik
agora já são cinco privês
antes era um prédio respeitável
escavo escadas ante a mudez
do elevador, guilhotina pichada
no pó suspenso no ar
catedrais de coisas abandonadas
e lá dentro chafurdo com minhas duas
mãos nas peças de cerâmica
e como parteira tiro do barro
um caco, um vaso, um sonho, um sopro
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satyrianas - relatório nº i
“- eu vou te pegar
isso é um fato,
o resto é futuro”.
.
… única coisa que sei de cor, né? Largo o microfone, agradeço e volto ao meu lugar. Aí o cara sentado ao lado logo inquere: é teu mesmo isso? Hum, digo que sim. Podia ainda acrescentar, e faz tempo. Mas deixa pra lá, preciso é criar vergonha na cara e decorar uns poemas novos. Que preguiça. Hehe, foi bem legal a Récita Maloqueirista, sarau ao cair da tarde nos Parlapatões.
Aí fila pra assistir a Velha Apresentadora. Velha que é mezzo-Guzik mezzo-Mirisola. O Mirisola diz que tem medo da velha. O Guzik adora. Eu é que me divirto.
Na fila, o Rui Mascarenhas conta pra gente os perrengue e curiosidades do Pontos de Poesia - sim, o Rui é o tal meiohomem que visitou uns trocentos-e-40 saraus em São Paulo, coisa de gente louca e gênia. A gente dá oi pro Felipe, que não saiu na foto, e pras divas da Cláudia Wonder, Cátia e Phedra de Cordoba - a Phedra diz que tá sempre lendo meu livro. Honra o comentário mais lindo no gerúndio.
Saídos da Velha e devidamente parabenizados senhor Alberto e o Chico Ribas, o ponto, fomos ali pro Bac. Existe sempre um percurso na Praça, é quase uma gincana, sabe? A Bruna comenta: nossa, tô impressionada que vcs conhecem todo mundo. Podia ser um elogio, hj sempre desconfio.
Encontramos o Pedro Toistesch e o Ivanito, ambos ainda querendo colar em sarau, essa gente que nunca bate bem. Contei pra outro Pedro, o filho da Pilar, que a vez mais bonita que vi alguém recitando na minha vida foi ele quando era pequeno - acho que bate o Zurita. É verdade. E agora no último domingo do mês, eles organizam o Encontro de Utopias no Bar Pandora, tamos todos convidado.
O que mais? Que fiquei de umas conversinhas fanfarronas tomando cerveja, já me arrependi e mandei sms confessatório. E por intermédio do Mirisola, conheci o Astier Basílio! Sim, correspondente lá de João Pessoa! Puxa, troco figurinha eletrônica com Astier há tantos anos. Adorei. Hoje levo pra ele um monte de livro, vou separar. Sim, hoje tem mais. Até a Néle vai. Faltou dar beijo no Ivam e no Rô. Mando foto.
Ah, é ótimo o Cake cantando Perhaps, Perhaps, Perhaps, recomendo. Se me permite. E se clicar na foto, elas aumentam.
Caco e Berimba no palco. A luz é do sol.
Dayse-Deise-donadessesorrisolindo!
diii-v-a-s: Cláudia Wonder, Cátia e Phedra de Cordoba
Rui explica pro Daud alguns lances sobre ladeiras e recepções acaloradas
Mirisola pós-velha, com as amigas vindas de Prudente e o Daud, combinando a camiseta verde
platéia com mais de 80 pessoas, tudo assim anjo iluminado de amarelo
Carol, Ivanito e Daud, ali na frente do Bac
Pedro Tostes e Daud
Pedro, Pilar, Daud e Bruna
Astier e yo em encontro antológico!
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