preguiça já para a próxima semana

janeiro 29th, 2010

Obaysch (1849?- 11 March 1878) was the first hippopotamus seen in England since prehistoric times, and the first in Europe since Ancient Rome.

Reli hj boa parte deste blogue. Incrível como a gente muda pouquíssimo. E não é elogio, claro. Refugos de poemas, as mesmas idéias rabiscadas, círculos concêntricos. Construindo a estrutura de Nós que adoramos um documentário [+ sobre o projeto]. Epígrafe óbvia já escolhida.

Decidi (o que significa que a qq momento poderei mudar de idéia), que haverá bem uns 6 poemas sobre minha cirurgia do ano passado. Também preciso encontrar coragem para passar a limpo os poemas que escrevi sobre Ubatuba, são lights, mas só para os outros. Ah,  os outros. Há uns ainda muito deprimentes, enfim, juntando tudo para começar a limar, desentortar, botar no sol, acertar o sal, isso tudo.

Mando um que encontrei agora, ainda manuscrito, dedicado à criatura que hoje me acordou 5 minutos antes de eu perder a hora irremediavelmente. Cães fizeram um pacto com o sol.

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meu cachorrinho não sai agora de meus pés
ele sabe toda a história e assim nem passear longe vai,
nem sai e já retorna, preocupado, passa visita de hora em hora
lambe minhas faces e olha sisudo quando me mexo muito
era um filhote, mas já cresceu, isso de ser pequeno passou
me traz preciosidades - cenouras, ossos artificiais, panos e canetas
ele não se afasta nada. e late bem bravo aos fantasmas que se avizinham


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DESCARNADAS | mais uma versão para vc dar palpite…

janeiro 3rd, 2010

Opa! De conto-de-terror-que-não-é-de-terror, agora temos um título! Que avanço! E não é o-conto-da-salamandra. Até pq definitivamente não são contos, talvez uma pequena novela, ah, classificações: embora sejam três partes em prosa, as quais sozinhas são passíveis de entendimento, se forem separadas perdem muito do sentido maior. Ahá, a terceira parte é a que resolve vários ‘enigmas’ e ainda não te mostro. Só tenho um rascunhão…

Bom, por hoje:

(a) O título então é Descarnadas, anota.

(b) Você pode baixar a última versão do ‘rascunho-público’: http://migre.me/ftwr

(c) E mandar comentários por aqui, via e-mail (anarusche + gmail.com), facebox, twitter (@anarusche), etecê, etecê.

(d) No dia 10 de janeiro, domingo, abrirei um novo chat, às 11h, pra discutirmos isso, sim?

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Making of da ilustração do post - Canek me ‘ajudando’, embora seja nítida a vontade dele: abocanhar o pacote e sair como um fantasminha com tudo isso de atadura patinando pela casa…

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sinixtrão

novembro 4th, 2009

Pronto! Decretada nova crise de hiperatividade. Não tenho a mínima idéia como profissionais qualificados denominariam isso, mas por hora é suficiente. Tive umas dez mil idéias por minuto, dormi agitada e acordada agora já selecionei três para levar a sério (o be my mafia family e parece que tenho um título).

Olha, a gente é supersticiosa, mas tem coisa que é demais
: tentei imprimir pela 6ª vez O Horla e deu pau na impressora. Saco. É engavetamento de papel, falta de tinta, o driver que some, enfim, poderíamos dizer que coincide com um período em que não imprimi nada por conta da cirurgia, entretanto vc bem sabe o que são coincidências.

E já sei o motivo d’O Horla estar me perseguindo: eu prefiro O Homem de Areia, é isso, é vingança, é invejinha. A única coisa que realmente aprecio n’O Horla é que ele é carioca, então se pronuncia com o /r/ velar aspirado, não importa qual versão: Le Horla, Der Horla, The Horla, ترجمة محمـــد فــــري استدعى, 紀伊國屋書店, etcs.

Também mandei e-mail aos meus amigos para darem pitacos num rascunho vagabundo de interpretação sobre o conto e todo mundo ignorou. Tô aqui nesse calor com O Horla, lendo uns artigos miseráveis, uma bobajada, dureza.

Ao menos não perco o sono por isso. Vamos deixar bem claro que esse tipo de aparição aqui a gente trata como mascote. O Canek até rosnou pr’O Horla, pra explicá quem é que manda na casa. Daqui a pouco eles se juntarão para morder minhas havaianas, esse espírito bem de mascote tropical [suspiro]. Vou trabalhá.

Canek faz cara de tédio aO Horla.

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SERVIÇO: Ciclo de palestras “Psicanálise, Arte e Estética”.
28. NOVEMBRO: Arthur Bispo do Rosário, Arte Bruta e Teatro, com João Miguel e Maria Teresa Ramos Lamberte
28. FEVEREIRO: (sim, só ano q vem) Guy de Maupassant e o Realismo Fantástico no Conto O Horla, com Ana Rüsche e Raquel Diaz Degenszajn
Tudo lá no b_arco.

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satyrianas - relatório nº ii (final)

novembro 3rd, 2009

O que são as Satyrianas?

Essa ou essa? E me estenderam a latinha, embora estivesse claro que eu queria uma garrafa. Time after time. Sentada ali na Margot, fonezinho nos ouvidos, esperando o Paulo M querido sair da peça. Uma multidão vestida com sangue artificial, estacas de mentira cravadas no coração e olhos tão fundos, corre como rio pela praça, que misteriosamente sempre é uma rua. If you’re lost you can look, and you will find me. Logo mais, Caco vem fazer companhia, muito mais tarde me deu um livro com dedicatória linda, ainda hoje um e-mail, esses mimos da vida. Encontro finalmente o Ivam, astro-rei, e a gente tricota, tricota. Pergunta de um monte de gente, respondo, conta planos, é bom ouvir.

Faz um sol absoluto esses dias. Bem lembramos que finados nos últimos anos foi nublado. Imagino que minha tia Rose, dessas vibrantes, dum olho tão azul, nunca admitira que o dia dos mortos fosse nublado - deve estar agora com a tia Bete, tricotando animadas, fazendo bolo com os anjos.

Me apresento ao Robson. Esse ano não pude ajudar no Café Literário, esses percalços e repousos que vc bem conhece, aí fui falar oi. O também está ótimo, aquela gargalhada, sabe? Disse pra deletar qualquer coisa relativa a Show de Boate que eu tivesse na cabeça. Claro que obedeci. Esse ano as Satyrianas foram tão ordeiras que quase não as reconheço, algo assim, é bom também.

A Nenê veio com vestidinho gracinha e com a Hanna, esta estrelando de fivelinhas combinado com a coleira, educada, simpática (hehe, imagina o Canekolino perto da Hanninha, ele todo viralatão lindão, ela toda peruinha lindinha). O Paulo saiu da peça. A Néle chegou. Agora serão 3 mil bonequinhos de gelo em Atenas. Suponho que as próprias ruínas daqueles templos brancos irão derreter. Faria bem. E logo a Mai, com vestido militante unibanesco (mas pretinho básico, né?), e logo o Daud com a Bruna. O final da noite foi peixe, legumes, já não tirei mais foto.

Acordei bem cedo hoje e sem despertador. De xícara nas mãos, ainda isso do futuro. Como boa bruxa, deveria conseguir enxergar algo, mas é nublado, são apenas linhas compridas, dedos riscando possibilidades, um corpo mais além de qualquer iluminação, um planeta flutuando num rio. Preciso de um título. Urgente. E no particípio. Um que seja tudo, adjetivo, substantivo, uma alteração de verbo. Ah, vc sabe. Fiquei pensando em como é difícil traduzir esse time after time.

do ônibus, passageiro fotografa multidão de zumbis na praça

produção!

Rodolfo, O Chefão

E falando em máfia…

Ivam e yo

Nenê e Hanninha chiques

Caco e Gisa no Rose Velt

A Néle!

Bruna, Maiara e Daud - repara que a foto exterioriza a perda de foco da própria fotógrafa

Mai autografa livro com a caneta-lanterna. Luz, luz, luz.

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Code is Poetry

janeiro 1st, 2009

E aqui ficamos, última postagem do Peixe de Aquário, primeira para valer do Contrabandistas de Peluche.

Coloco a luz mais bonita de todas que encontrei, a que é refletida no pêlo do Canek, este Príncipe dos Impérios da Fofura, o novo habitante para nos trazer novos mundos.

(agora como abandonam uma ninhada de 8 coisinhas dessas na rua… ah, isso não dá para entender. Isto é o velho mundo)

Claro que é para ficar saudoso. A saudade é o tempo em estado de poesia. As coisas vêm & em vão. Mas fiz uma retrospectiva dos últimos anos do Peixe, desde 13 de maio de 2006. Colocarei em breve em pdf no Portal Literal, Overmundo, etc. Um blogue é memória e isso pertence a nós todos.

Por isso, logo lembrei, do código é poesia. Escrito nos templates do Wordpress a verdade desses desertos de luz desperta.

Queria te contar sobre isso de montar um site, um blogue. Imagina só, consegui desde registrar um domínio até desfazer os pacotinhos em verso para montar widgets e plugins ali dentro. Nunca pensei que conseguiria sozinha. E nada sozinha ao mesmo tempo. Escrevo hoje para deixar os agradecimentos aos anônimos, que contribuem com suas verdades a cada desenvolvimento de raízes, em milhões de sinapses do planeta, a cada palavra cifrada de programas constelares, ao suporte paciente da Locaweb com leigos, ao pessoal lindo da interação dos blogues da UOL esses tempos e a vc que está aqui e faz isso tudo ser regido com a música das cordas dos corações dos outros - o ano novo por aqui se faz todos os dias.

Sim, código é poesia, que recria o mundo em outras telas, outras vigésimas dimensões, cifras que fazem as luzes rebrilharem em palavras, no teu e-mail de final de 2008, formigueiros de amor pintado de preto, letrinhas, programações que parecem uma bobagem, e logo já estamos aqui, emocionados, pensando na criação, que outros mundos seriam possíveis e, mesmo que as manchetes de jornal existam, ainda um dia voltarão a ser possíveis, só basta que um saiba o verbo.

A poesia é o código que nos transforma em amor.

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- Meu mais feliz ano novo para vc.

Canek & the ABC of Reading, já familiarizado com louváveis releituras de Pound

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    ana rüsche

    são paulo, brasil

    escritora, 30 anos

    twitter: @anarusche

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    Contrabandistas de Peluche

    Enquadre-se no Facebox!
    + Vídeos

    La Masa de la Tortilla es la Masa del Amor Homenagem a César Vallejo (Peru), reescritura do poema "Masa" por Alan Mills (Guatemala). Direção: Ana Rüsche, Trilha: "Stranger", Tripsounder. Poema na íntegra aqui ("Ni todos los compadres/ y comadres reunidas,/ soplando balas que parecían/ Burbujas de Amor"), + sobre o projeto | dez 2008

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    Feitiço de Natal - Hechizo de Navidad Texto e Vídeo: Ana Rüsche (Brasil), Traducción: Alan Mills (Guatemala), Lectura/Leitura: Alejandro Mendez (Argentina) e Rafael Daud (Brasil), Starring: Soldados Brians (Chile), Trilha: Pol B Binarymind. Poema na íntegra aqui ("Aqui, Onde a Chuva Cai,/ nos proibiram esse ano de nascer o verão") + sobre o projeto | dez 2008

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    La Carnicería Punk Sobre a oficina de criação "Moda y Pueblo", em Santiago do Chile, coordenada por Diego Ramírez. No vídeo, versos de Raúl Zurita, Héctor Hernandez Montecinos, Pablo Paredes y da antologia "Frágil" | out 2008

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    El Libro de Alan Vídeo para Mostra SESC 2008 | Ana Rüsche, Maurício Kqi Schuartz e Rafael Daud. Projeto eletrônico disponível em www.librodealan.wordpress.com

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    Leitura de "Tempo de Guerra" Livraria Conejo Blanco, Cidade do México. Poema na íntegra aqui ("Pega meu corpo de boneca inflável") | nov 2007

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