e exageros e bogagens bonitas

fevereiro 10th, 2010

#resultado | concurso ♪ o meu caminho para casa ♫

conforme prometido (e raramente cumprido), segue o poema de um dos vencedores do ‘concurso’. trata-se do bruno de abreu, dono do blogue desembocadouro (”tudo o que queria/ era uma manhã muito branca/ súbita/ que me despregasse”). ele foi o último a enviar texto, nada mais justo que seja o primeiro. assim mais ou menos sigo os preceitos do alto.

.

a trouxa apertada deste quarto,
há vezes que

afrouxa, afrouxa:

com seus panos - desatar
os nós - ergo
uma cabana extensa de abrigar
minhas coisas de vagar
longe

- estou tão espaçoso.

volto sempre
cheio de novos devaneios
e exageros e bobagens bonitas
como souvenirs

- sempre haverá
novas e coloridas interpretações
do poente pra se estampar
em ímãs de geladeira.

após finda a contemplação
inconsciente da parede
azul, é sempre
esta a trilha

esperada do após
se acabar aquela viagem,
qualquer que seja

o peso da bagagem:

voltar pra casa
tão vasto como o caminho

e espalhá-lo
pelos quartos. transformá-los

numa extensão
de abrigar-se vastamente

- trazer às janelas,
aos olhos
aquela vista
embasbacante.

.

Imagem: roubei do próprio bruno, que por sua vez contrabandeou do hopper. Chama-se “rooms by the sea”, às vezes queria eu essa luminosidade.

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CONCURSO: ♪ o meu caminho para casa ♫

fevereiro 2nd, 2010

concurso por aqui sempre dá errado, há umas falcatruas, vencedores que não recebem prêmios. quem mandou professora do primário falar na vigência do competir?

só para dizer que não minto, conheça os últimos:

bom, o caso é “pensei num novo concurso agora

… considerando uma mini-utopia-poética, que qq fragmento de nossa vida pode dizer tudo sobre nosso modo de vida inteiro

… considerando que escrever qq bobagem sempre faz bem pra saúde. ou não, e

… principalmente considerando que poetas são absolutamente exagerados

: o melhor texto com o tema “♪ o meu caminho para casa ♫” ganha. é um tanto irônico, sim? óbvio que o melhor ganha, é capitalismo, não avisei? ganha uma menção aqui, pode ser? pode ser inédito, virgem e repassado, sem preconceito etário. ganha o nosso respeito, o que mais?

bem, me envia o texto como quiser: nos comentários, vale publicar no blogue e me diga o link, mandar pelo anarusche+gmail.com, etc. prazo: até sexta-feira agora.

sorte!

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    ana rüsche

    são paulo, brasil

    escritora, 30 anos

    twitter: @anarusche

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    Contrabandistas de Peluche

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    + Vídeos

    La Masa de la Tortilla es la Masa del Amor Homenagem a César Vallejo (Peru), reescritura do poema "Masa" por Alan Mills (Guatemala). Direção: Ana Rüsche, Trilha: "Stranger", Tripsounder. Poema na íntegra aqui ("Ni todos los compadres/ y comadres reunidas,/ soplando balas que parecían/ Burbujas de Amor"), + sobre o projeto | dez 2008

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    Feitiço de Natal - Hechizo de Navidad Texto e Vídeo: Ana Rüsche (Brasil), Traducción: Alan Mills (Guatemala), Lectura/Leitura: Alejandro Mendez (Argentina) e Rafael Daud (Brasil), Starring: Soldados Brians (Chile), Trilha: Pol B Binarymind. Poema na íntegra aqui ("Aqui, Onde a Chuva Cai,/ nos proibiram esse ano de nascer o verão") + sobre o projeto | dez 2008

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    La Carnicería Punk Sobre a oficina de criação "Moda y Pueblo", em Santiago do Chile, coordenada por Diego Ramírez. No vídeo, versos de Raúl Zurita, Héctor Hernandez Montecinos, Pablo Paredes y da antologia "Frágil" | out 2008

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    El Libro de Alan Vídeo para Mostra SESC 2008 | Ana Rüsche, Maurício Kqi Schuartz e Rafael Daud. Projeto eletrônico disponível em www.librodealan.wordpress.com

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    Leitura de "Tempo de Guerra" Livraria Conejo Blanco, Cidade do México. Poema na íntegra aqui ("Pega meu corpo de boneca inflável") | nov 2007

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