curso de férias no b_arco!
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Ontem tive o maior prazer de conversar com a Graciela e a Tatiana sobre Pagu. Essas duas guerreiras da curiosidade, estudantes de jornalismo, fazem seu trabalho de conclusão de curso sobre a atuação jornalística da Patrícia Galvão no jornal santista A Tribuna, entre 1957 e 1961. Apesar de ser eu a entrevistada, creio que sempre roubo mais informações que forneço, essa mania de responder com outras perguntas e ter dúvidas de tudo.
Publico as fotos lindas da entrevista de ontem na seqüência cronológica contrária.
O motivo de mencionar isso é merchandising puro: nos dias 26, 27 e 28 agora, ministrarei um Curso de Férias lá no b_arco. Adoraria te ver por lá
_5 POETAS BRASILEIROS E O SÉCULO XX:
Jorge de Lima, Drummond, Pagu, Ferreira Gullar e Ana Cristina
A idéia, além de ler e comentar poemas matadores e incríveis destes poetas, é trabalhar com textos autobiográficos e/ou correspondência trocada com outros escritores, com outros interlocutores. Acho que serão três noites das melhores. Enfim, convite feito. Por favor, anota.
Filed under Sem categoria | Tags: ana c, b_arco, curso de férias, drummond, ferreira gullar, jorge de lima, pagu | Comment (0)nerds @nfíbios, a vida de papel

Foto de alguma biblioteca da USP pela Carol Nehring, Jornal do Campus
Passarinho azul estraga a gente, fica mais preguiçoso que se já é, enjoei de ler mais de 140 caracteres por aí. Mentira. Ando transando ler em papel. Esse uso do verbo ‘transar’ aprendi naquele livro de cartas da Ana C, há esse eco o tempo todo, nem sei se consigo usar direito como ela.
Bom, começa que durante uns 7 meses uma revista laranjinha simpática ficou tomando ar em minha mesa do trabalho. Trata-se da nº 6 do GEL - Grupo de Estudos Lingüísticos de São Paulo, tenho lá certo carinho por isso, dessa maneira, nem li, nem repassei, ela ficou ali a laranjar. Com as tradicionais faxinas de começo de ano, havia separado a pobre para o rumo da biblioteca. Aí comecei a folhear e não teve jeito, adorei o artigo do Lorenzo Vitral, disponível simpaticamente em pdf (embora eu não tenha conseguido abrir), sobre a noção de gramática universal no Guimarães. Minha pessoa pirata já tinha roubado algumas coisas daí, claro, mas foi bem bom ver uma proposta de sistematização de processos gramaticais - jogar os verbos pro final, que nem no alemão, abusar das duplas negativas, verbos dever e merecer preposicionados (”devia de perguntar”, “mereço de ir”), duplos genitivos (”sua família legítima dele”) & outros truques, enfim, anotei tudo pra roubar no descaro.
De quando em quando vou à biblioteca da FFLCH. E não é pra tomar café com o Renan e Calixto, fofocando ali na porta. Sempre pra xerocar qualquer artigo e xeretar estantes. Adoro essa biblioteca por algum motivo besta, durante um ano estudei ali umas 8h por dia e peguei amor. Nesses meus trajetos, sou bem sistemática: procuro todas as indexações antes na internet e levo folhinha impressa com mil cifras e enigmas pra caçar livros. Tipo FFLCH /869.965^D859cr.
Nisso de pesquisar antes o index na net, encontrei agorinha uma tese que interessou muito: “Narrar a vida à margem: o exílio em La casa y el viento, de Héctor Tizón; En estado de memoria, de Tununa Mercado; e Rabo de foguete - os anos de exílio, de Ferreira Gullar”, dissertação da digna mestre Solange Chagas do Nascimento Munhoz. Queria sim alguém que comentasse exatamente o Rabo de Foguete, um relato autobiográfico do Gullar, me animei. Não é que clicando felizmente tenho acesso ao pdf na íntegra? Ah, essas pequenas felicidades pesquisatórias! Aí dividi contigo.
Bem melhor ir à biblioteca só pra dormir no sofá babando na frente de todo mundo e tomar cafezinho. E ter a surpresa do bilhetinho freakanônimos com poema do Baudelaire, deixado em cima do teu material de estudo, quando se retorna do banheiro. Nos 140 espaços do passarinho azul não cabe nada disso. Uma sorte.
Filed under Sem categoria | Tags: biblioteca, ferreira gullar, fflch-usp, gramática universal, rabo de foguete | Comments (2)frágil
Sigo de férias. Acordei com vontades loucas de escrever, mas não fiz nada disso. Minto. Escrevi um poema que estava entalado aqui faz tempo. Um poema simples e na mão. O difícil é sempre ser mais simples. Nem passei a limpo para não desanimar. O domingo está radioso como só ele.
Preparo com a calma desejada os cursos do b_arco pra 2010. Um de férias curtinho, 5 Poetas Brasileiros e o Século XX: Jorge de Lima, Drummond, Pagu, Ferreira Gullar e Ana Cristina - já recebi três emails de interessados e o Chacal disse que pretende assistir, seria uma delícia. O outro curso é mais segredo, espera a gente tricotar melhor.
Ando relendo mil drummonds & mira-celis; também lendo a auto-biografia da Pagu, as cartas de Ana C, que edição preciosa!, enfim, um monte de fofoca pra inspirar chá e bolacha e rabiscar novos poemas.
Sobre salamandras & outras histórias, entre o Natal e Ano Novo terminarei a terceira e última parte dos contos - te aviso. Até o aniversário de São Paulo, limpo tudo em pratos brancos pra ficar elegante e sem tantas gordurinhas. Tenho a nítida sensação que escrevo em pura manteiga.
Festschinha com duração de 12h ontem. Início às 14:30h, quando sozinha abri a primeira cerveja, depois a Mai chegou. Término às 2:30h, embora o Gegê tenha me ligado ainda falando de choques elétricos. Sonhei inquéritos, algo assim.
Manteiga sim. Muita. E ovos e açúcar, farinha. O Dan trouxe Madeleines-elas-mesmas, que feliz não sou com amigos chefs & presentes incríveis. E distribuir abajures e exovais. E receber convites para ir a Cordisburgo e ter anos-novos, assim como ganhar arminhas de sedução pra bicho raro.
Hoje então fiz as honras. Devorei as biscoitinhas tomando Lady Grey, brindando às pessoas que o ano me trouxe e às que mantenho comigo. Meus melhores pensamentos e mordidas, queridos todos.
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