Lançamento hoje: BE MY MAFIA FAMILY!
Revista Eletrônica de Poesia
[prolegômenos] tô ficando tão louca com essas auto-programações… veja, esse post está auto-programado para ser publicado às 17:17h. ou seja, se eu não mudar de idéia nenhuma vez, este post irá ao ar, assim como está, hoje, dia 17, às 17:17h. contudo, como vc, mero leitor, poderá adivinhar que eu editei verdadeiramente este post? ou se trata apenas de mais uma historinha minha? hã-hã?
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gentem!, vamos à verdade. quarta-feira-de-cinzas e tô tããão acabada que hoje só amanhã. mesmo. inda bem que programei uma mensagem automática para divulgação da revista. melhor do que ontem, quando enviei pra uma pá de gente e-mail com o título BE MY MAFIA FALIMY!, falime, falindo-me, calor, nem digitar mais se consegue, ah, nunca vi.
sim, é hoje o lançamento.
a revista sempre esteve no ar, mas precisávamos esperar que no ano começasse, que o carnaval passasse, como tantos carnavais, e que esse ar de ressaca global nos faça entender cada uma daquelas sílabas sobre fracasso.
é sobre isso a revista. o fracasso. cito
“EXPLICAÇÃO EDITORIAL:
esta revista de poesia terá apenas um número. único e último. quase uma carta engarrafada em oceanos de luz. my mafia family, contaminações por linguagens estrangeiras e jogos no facebook, só poetas amigos ou troca de favores, que época terrível vivemos!
- editorial? poemas sobre fracasso acompanhados por notas explicativas. exatamente uma revista de poesia. mais ou menos assim. tudo o que vc sempre quis saber. bem, após o carnaval, um feliz 2010, com nosso carinho imenso”.
O mafia wars da vez inclui os poetas queridos Ana Guadalupe, Andréa Catrópa, Érica Zíngano, Felipe Sentelhas, Lilian Aquino, Maiara Gouveia, Márcio-André, Paulo Ferraz, Rafael Daud, Renan Nuernberger, Ricardo Silveira e yo.
Achei lindo o posfácio sem querer do Danilo. Foi sem-querer-assim: ele recebeu a revista em pdf, leu, mandou email lá de longe, dói mais. E ficou tão bonito. Aí editamos a revista, incluindo o mail dele, com o título chique de ‘posfácio’. É eletrônica, né? Facinha de editar, mesmo depois de pronta. Tão pratiquinho isso. E o Sentelhas-Ninja tb converteu pra formato do Kindle e Sony Reader - dizem que tá difícil de encontrar texto em português para esses leitores… Então, a gente, que é poeta e fracassado, resolve esse tipo de problema livresco, claro.
Tudo isso pra colar na íntegra o mail do Danilo. E te convidar pra cantar conosco no sábado agora, no karaokê da Liberdade. Praticamente um desfile das campeãs do mundo bizarro: vem e se joga!
No mais, faz o download, plis. E como se fosse uma musiquinha que não me sai da cabeça, repito um tem tanto desse carinho difícil ali - te desejo o 2010 que vc bem quiser, feliz ano novo.
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Be My Mafia Family! | Revista de Poesia. Inteiramente grátis.
download formato Sony Reader | download formato Kindle
O POSFÁCIO
De: Danilo Bueno
Data: 12 de fevereiro de 2010 07:54
Assunto: [P] revista máfia
Para: piolheira@googlegroups.com
Salve rapaziada!
Putz… Que legal! Achei divertidíssimo. E não acho que a revista fica só no campo da blague. Coisas sérias quando ditas de maneira irônica ficam muito fortes.
Pra mim, a questão do fracasso é fundamental. Coloca em perspectiva toda uma época. Nascer, crescer, estudar, ralar e ser bem sucedido, caminho que abandonei com veemência quando queimei os meus ternos de advogado e fui cancelar minha OAB de bermuda e barba homeless, e ainda tive que escutar o segurança dizer: “hei, indivíduo, pra pegar advogado do estado é melhor chegar mais cedo”; não serve mais pra nada pra quem quer remodelar os valores éticos do nosso tempo. O esquema cada um por si nunca foi e agora é menos ainda.
Se certa poesia foi (de qualidade, ressalte-se) individualista, rigorosa e severa em seus princípios, cheia de erudição e carregada do reuso da tradição, além de fortemente influenciada pela sintaxe inglesa, isso pra pensar somente numa forte tendência dos anos 90, que eu repetidas vezes segui e incensei, talvez tenha sido uma passagem, um último aceno a uma forma cada vez mais distante do real, da mínima linha divisória entre um tempo que rejeite a totalidade da comunicação absoluta. Como fazer poesia “globalizada” e “altamente acabada” se estou na Sé no meio da enchente? É, no mínimo, um paradoxo, se pensarmos que talvez a linguagem deva espelhar minimamente a sua volta.
Essa revista mafiosa veio engrossar o coro, como na poesia portuguesa recente, de alguma, aliás, que chama o leitor para um universo sem qualidades. É o fracasso do poema, mas antes é o fracasso de tudo. Ou melhor, não se trata somente de fracasso, mas de reavaliar objetivos e rever o que é fracasso. No século XX muitos teóricos falaram do fracasso avaliando a postura dos vanguardistas. Notem que o fracasso se tornou, nesse caso, mais interessante que movimentos programáticos que se intitulavam “a sério”, como amplas “pesquisas de linguagem”. Basta ver o Calligrammes do Apollinaire, que acabou de completar cem anos, a irreverência e a capacidade de rir de si mesmo, de sentar no meio-fio e não ter a mínima ideia do que fazer.
Uma revista que se insere numa discussão tão premente não pode ser encarada somente como blague, mas também deve ser vista como tentativa de situar uma relação mais próxima com um valor novo que ainda não se sabe bem o qual é. Somente sei, intuo, aliás, que o terceiro milênio começa por essa discussão e não pela tentativa dos teóricos americanos por fazer valer certa cultura clássica (notem os filmes arrasa-quarteirão, os best-sellers e o culto ao corpo, o único bem real dos alijados). Se o primeiro mundo quer pintar o contemporâneo com tintas clássicas, nós, poetas brasileiros que vivemos o terror e a delícia de todas as contradições (principalmente financeira e, logo após, estética) temos que pensar por um outro vetor, que afaste a simples possibilidade de enrijecer ainda mais o discurso e de elevá-lo a quadros conceituais e estéticos que turvem um senso urgente de depuração de um outro homem.
Confesso que ultimamente não consigo pensar em poesia sem querer voltar ao princípio mais abissal que beira o silêncio. Não como renúncia, mas antes como perplexidade.
Fui comentar e falei a sério. Mas é um sério de chinelos. Gostei mesmo.
Abraços a todos
Danilo
Filed under Sem categoria | Tags: bemymafiafamily, Literatura e Internet, revista | Comments (4)DESCARNADAS | mais uma versão para vc dar palpite…
Opa! De conto-de-terror-que-não-é-de-terror, agora temos um título! Que avanço! E não é o-conto-da-salamandra. Até pq definitivamente não são contos, talvez uma pequena novela, ah, classificações: embora sejam três partes em prosa, as quais sozinhas são passíveis de entendimento, se forem separadas perdem muito do sentido maior. Ahá, a terceira parte é a que resolve vários ‘enigmas’ e ainda não te mostro. Só tenho um rascunhão…
Bom, por hoje:
(a) O título então é Descarnadas, anota.
(b) Você pode baixar a última versão do ‘rascunho-público’: http://migre.me/ftwr
(c) E mandar comentários por aqui, via e-mail (anarusche + gmail.com), facebox, twitter (@anarusche), etecê, etecê.
(d) No dia 10 de janeiro, domingo, abrirei um novo chat, às 11h, pra discutirmos isso, sim?
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Making of da ilustração do post - Canek me ‘ajudando’, embora seja nítida a vontade dele: abocanhar o pacote e sair como um fantasminha com tudo isso de atadura patinando pela casa…
Filed under Sem categoria | Tags: canek, descarnadas, Literatura e Internet | Comment (0)ah, claro
: não se perca e aceita o convite pra discutir o conto _________________ no domingo, às 12h, sim?
Filed under Sem categoria | Tags: Literatura e Internet | Comment (0)75% do conto feito: um convite para domingo
[atualização: não perca o lançamento do donny e nem a expo da lelê, ok?]
Já consultei 2 pessoas e elas gostaram. Óbvio que consulto pessoas antes, se for louca, ao menos estou bem acompanhada. E essa atitude tb segue diretrizes catropianas. Ou tenta. O plano é o seguinte:
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Lembra do tal conto de terror que agora já não é mais de terror?
Então, vc não quer ler meu último rascunho e dar uns palpites?
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Funciona assim:
RECEBER O TEXTO: me escreve no anarusche @ gmail.com - aí eu te mando a última versão do texto. Sim, eu poderia colocar pra download, mas se me exponho, vc tb tem que ter um mínimo de coragem, hehe. E não dá nem curiosidade de saber o título?
BATER PAPO: agora no domingo, dia 15, às 12h (meio-dia, horário de Brasília), abrirei um chat aqui para a discussão ao vivo
Topas? Estou pesquisando ainda uma ferramenta legal para o chat, bem intuitiva e feliz. Se não, vai de meebome mesmo.
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O motivo? Tudo isso são formas de tentar abrir a caixinha forte dos escritores, expor fraquezas, aprender a perder contigo. Arrombamos sempre com a maior delicadeza, prometo.
Literatura e internet é isso, meu bem.
Filed under Sem categoria | Tags: Alessandra Cestac, Donny Correa, Literatura e Internet | Comments (8)
apresentação de “rasgada” | ao vivo
Estão vendo essas caixinhas? Quando nós entrarmos ao vivo, elas se iluminarão. Espero que dê certo. Sobre os ventos, a velocidade da internet daqui até a Cidade do México está em 2,30 Mb/s para download e 0,54 upload - aqui a conexão é boa, mas um ponto só não se faz caminho, vamos torcer pra pegarmos uma onda boa.
Então, até mais tarde.
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Filed under Sem categoria | Tags: Literatura e Internet, Livros, rasgada | Comment (0)EXTRA! EXTRA! Lançamento virtual do Rasgada
Opa! Tenho vários textos para entregar hoje. Sim, escritor é bicho que entrega texto - não garanto nada, só determinado número de caracteres. Um monte de coisa atrasada. Quem mandou se encantar com a bibliografia da pós?
Aliás, comentando o “tema” sobre o qual escolhi dissertar na prova ontem, a amiga logo escreveu: Você tem macaquinhos no sótão?! - [suspiro], ai, criatividade…
Mas a notícia de hoje é tão-tão especial que preferi postar agorinha. Então, era segredo, mas na internet os segredos são poucos. Vaza. O que equivale tb a dizer divulgar com mais charme. Esse povo alternativo não conhece limite. Aí vai. Amanhã dou mais notícia.
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Sem sair de São Paulo, escritora fala aos leitores na Cidade do México
Rasgada, livro de poemas de Ana Rüsche, terá uma apresentação das mais privilegiadas: com transmissão on-line de São Paulo, a autora falará ao vivo para o público situado na Cidade do México e lerá alguns poemas.
A apresentação acontece durante o evento PIRA FEST, no Centro Cultural La Piramide, Cidade do México. A idéia de um lançamento virtual, mas com a devida ternura, partiu da editora Jocelyn Pantoja, que dirige a coleção Limón Partido, especializada em autores latino-americanos.
Da parte da editora, com traço independente e com leitores jovens, nada mais natural essa tentativa de possibilitar um outro modelo de interação entre público e autor. Da parte da autora, dona de blogue há anos e de vários projetos eletrônicos, decidiu transmitir de sua própria casa, sem ocultar a bagunça costumeira. Mesmo sem poderem arcar com passagens aéreas, mas confiantes no material que produzem, ambas têm a certeza que a palavra sempre chega mais longe, no seu destino: o leitor.
O livro foi originalmente publicado em 2005, edição de autor. A tradução ao espanhol foi feita a quatro mãos, pelo mexicano Alberto Trejo e o guatemalteco Alan Mills. O projeto editorial bilíngüe traz o trabalho da artista plástica brasileira Alessandra Cestac na capa, com a arte do mexicano Hernán García Crespo.
Serviço: quinta-feira, dia 22 de outubro. 17h na Cidade do México (ou 20h em Brasília-BuenosAires).
Apresentação de “Rasgada”, Ana Rüsche. Colección Limón Partido, Proyecto Literal 2008. Tradução de Alan Mills e Alberto Trejo. Capa: Hernán García Crespo. Imagem da capa: Alessandra Cestac.
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Filed under Sem categoria | Tags: Literatura e Internet, Livros, rasgada | Comment (0)











