Flip 2018: 10 dicas e 3 convites

Já decidiu se vc vai ou não vai na Flip? Separei algumas dicas para quem está se preparando a ir à Paraty. Com a curadoria da Joselia Aguiar, programação mais relevante, mais popular e homenagens bonitas – primeiro o Lima Barreto e agora a Hilda Hilst – parece que o festival deu uma renascida, não?

Muito deste respiro novo também se deve à participação massiva de editoras independentes e de médio porte, que se organizam em casas, com uma programação paralela para lá de especial. Nas casas, você encontrará muitos livros de poesia, prosa experimental, infantis, zines, projetos de desbunde gráfico e agora ficção científica e fantasia.

Considerando que cresci ali por perto, já organizei por anos um dos principais festivais de contrapartida à Flip (a Flap!) e que estive em muitas edições primordiais, me sinto muito apta a dar conselhos.

Espero ajudar a marinheirada de primeira viagem!

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Dez dicas sobre a Flip

[1] Programe-se!
Considerando que o 3G/4G não pega nada bem por lá pelo excesso de pessoas nas ruas cheias de pedras redondas, faça um pequeno guia de casas que deseja visitar e de mesas que gostaria de assistir.

[2] Aventure-se.
Desista dos planos traçados previamente, agarre a vida loca, visite as casas de editoras pelo faro, pare para escutar mesas de pessoas que nunca ouviu falar, leve livros por impulso. A graça de estar diante de tantos projetos é esta: descobrir coisas novas!

[3] Caderninho.
É quase um conselho pseudointelectual, mas leva um caderninho de bolso. Pra anotar as tuas brisadas por lá, contatos de gente legal que você irá conhecer, livros que curtiu, essas coisas.

[4] Abrace muito.
Aproveita a rara materialização dos corpos, quando vc finalmente conhece aquela pessoa que nunca viu em carne e osso ou revê quem vc raramente encontra fora das telas. Fico feliz demais nessa hora e é o motivo principal para descer a serra.

[5] De olho na meteorologia.
Paraty ensolarada é bonita de doer. Torço para um veranico se espraiar por lá. Pode esfriar e com umidade, o frio é bem chatinho. O pior mesmo é chover. Logo mais, saberemos.

[6] Brisando na areia.
Pelo menos em algum dos dias, aproveite para se sentar na praia e observar longamente o mar. É um dos maiores prazeres da vida, não?

[7] Fantasia na mala!
Anota, no sábado, haverá festa à fantasia na Casa Fantástica! Vai ser demais finalmente ter uma festa glitteriosa (e não aqueles coquetéis borocochô de editoras cults que poetas vão filar, hehe). Separa uma máscara, colar, chapéu, indumentária completa.

[8] Leve alguma comida.
O pastel de queijo mais caro que comi na vida foi por lá. Mesmo que você não possa cozinhar, lanchinhos na mochila ajudam a não aumentar mais o rombo financeiro que inaugura o semestre.

[9] Gaste seu ouro com doces de tabuleiro!
É a exceção à regra acima, há uns maravilhosos nas esquinas.

[10] Cachaça.
Me abstenho a dar dicas.

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3 convites, anota!

Aproveitando o tema “saia da tela e vem me ver”, deixo 3 convites incríveis com minhas participações – venha me dar um abraço!

Casa Philos
O projeto é uma realização da Philos – Revista de Literatura da União Latina, da Editora Kazuá e da Estante Virtual, com apoio da Revista Lavoura, Livraria Blooks, Editora Cândido, e da SEGIB – Secretaria Geral Ibero-american. Você pode ler mais aqui. Local: Academia do Samba na Rua Dona Geralda.

Quinta-feira, 26 de julho de 2018
10h | Para além da escrita: da autopromoção à condução da própria carreira literária – os atuais desafios do escritor independente
Com os escritores com André Balbo, Ana Rüsche e Roberto Menezes

Casa de Porta Amarela
A casa define-se como “um lugar para debater o mercado editorial, o futuro do impresso, as questões de gênero, a representatividade na literatura – e fora dela”. Vai haver venda de muitas publicações caprichadas. A Editora Quelônio estará por lá com o meu Do amor – O dia em que Rimbaud decidiu vender armas, o livro é lindo de morrer!

Quinta-feira, 26 de julho
17h | O passado em movimento
Quatro autoras, Ana Rüsche (Do amor, Ed. Quelônio), Leonor Cione (O estigma de L.), Flavia Bolaffi (Martina em movimento) e Natalia Timerman (Desterros: histórias de um hospital prisão) falam de seus livros em que o passado continua atormentando o presente e o percurso de protagonistas mulheres.

Casa Fantástica
Estou emocionada demais (!!) que vai rolar uma casa dedicada à ficção científica e fantasia! Até ajudei no crowdfunding e quero muito retirar minha caneca de recompensa. Haverá feira de livros e tudo o mais. www.casafantastica.cf

Sexta-feira, 27 de junho
16h | Cidadania fantástica: formação política na ficção científica e na fantasia
Com Ana Rüsche, Antonio Luiz M. C. Costa, Cláudia Pucci Abrahão e Nikelen Witter

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Imagem: Vista de Paraty a partir do mar – em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia. Foto de Mariordo Mario Roberto Duran Ortiz via wikicommons.

 

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