Encontros de Poesia & Tradução

Conversas on-line via Zoom nas sextas-feiras de abril e maio.

De trovadores do século XIII à poesia viva do século XXI. De poetas cuja lírica baseou tradições literárias inteiras até poetas desaparecidas, cuja obra rareia em sebos e bibliotecas.

Encontros de Poesia e Tradução pretende discutir diferentes momentos da poesia no Ocidente, tendo como base conversas entre poetas e especialistas em tradução de diferentes gerações. 

Participam Amara Moira, Angélica Freitas, Bruno Zeni, Francesca Cricelli, Guilherme Gontijo Flores, Jeanne Callegari, Lubi Prates, Mariana Correia Santos, Mariano Marovatto, Marília Garcia, Natasha Felix e Viviane Nogueira. Cada pessoa convidada escolheu a poética que gostaria de comentar. A curadoria é de Ana Rüsche, com participação de Andrea Azevedo na mediação. 

Durante as sextas-feiras de abril e maio, das 17h às 18h30 (horário de Brasília), serão transmitidas as entrevistas via Zoom. A participação é gratuita. A capacidade da sala de reunião é de 100 pessoas. O áudio dos encontros ficará depois disponível no podcast Incêndio na Escrivaninha, uma parceria com a rádio Sens.

Sexta-feiras de abril e maio

Às 17h, horário de Brasília

Via Zoom

Capacidade: 100 pessoas

PROGRAMA

17/4 | Ana Rüsche e Francesca Cricelli 

Francesca Cricelli comentará a obra de Giuseppe Ungaretti (Alexandria, 1888-1970) por ocasião do centenário de morte e Ana Rüsche explicará a ideia do ciclo Encontros de poesia e tradução e falará Ana Rüsche explicará a ideia do ciclo Encontros de poesia e tradução e falará sobre As lanternas flutuantes, livro de Mercedes Roffé (Buenos Aires, 1954).

Ana Rüsche (São Paulo, 1979) é escritora e crítica. Doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês na área de ficção científica, utopia e feminismo. Dos livros publicados, destacam-se, em poesia, Furiosa ( ed. autora, 2016), e, em prosa, Do amor: o dia em que Rimbaud decidiu vender armas (Quelônio, 2018) e A telepatia são os outros (Monomito, 2019).

Francesca Cricelli (Riberão Preto, 1982) é poeta e tradutora. Doutora em Letras Estrangeiras e Tradução pela Universidade de São Paulo, publicou os livros Repátria (Demônio Negro, 2015), 16 poemas + 1 (edição de autora, 2017/ Sagarana & Museu Minsheng, 2018), As curvas negras da terra (Nosotros, 2019) e Errância (Macondo, 2019). Traduziu, entre outros, Elena Ferrante, Igiaba Scego, Giuseppe Ungaretti, Hilda Hilst e Fernando Pessoa.

24/4 | Angélica Freitas e Viviane Nogueira

Angélica Freitas irá comentar a obra de Susana Thénon (Buenos Aires, 1935-1991) e Viviane Nogueira, a de Claudia Rankine (Kingston, 1963).

Angélica Freitas (Pelotas, 1973) é poeta, tendo publicado Rilke Shake (Cosac Naify, 2007) e Um útero é do tamanho de um punho (Cosac Naify, 2013). Participou, como editora, da revista Modo de Usar & Co. (Livraria Berinjela, 2007 e 2009) e, como autora, da HQ espanhola Guadalupe, junto com o ilustrador Odyr Bernardi (Distinta Tinta Ediciones, 2019).

Viviane Nogueira (São Paulo, 1995) é poeta e bacharela em psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. É mediadora do clube de leitura Leia Mulheres Osasco e autora da plaquete Onde estão os holofotes da tragédia (2018, com ilustrações de Steffano Lucchini) e do livro Uma casa se amarra pelo teto (Macondo, 2019).

1/5 | Bruno Zeni e Lubi Prates

Bruno Zeni comentará a obra de Hilda Hilst  (Jaú, 1930- 2004) e Lubi Prates, a de Maya Angelou (St. Louis, 1928-2014).

Bruno Zeni (Curitiba,1975) é escritor e editor da Quelônio. Fez doutorado em Teoria Literária e pós-doutorado em Literatura Brasileira na USP. Suas pesquisas se concentram nas relações entre literatura e direitos humanos, prosa de ficção e literatura brasileira contemporânea. É autor de Sobrevivente André Du Rap: Do Massacre do Carandiru (Labortexto, 2002), Você é minha notícia secreta (Quelônio, 2014) e  Sinuca de Malandro: ficção e autobiografia em João Antônio (Edusp, 2016), entre outros livros.

Lubi Prates (São Paulo, 1986) é poeta, tradutora, editora e curadora de Literatura. Tem três livros publicados (coração na boca, 2012; triz, 2016; um corpo negro, 2018). um corpo negro foi contemplado pelo Proac e está em processo de publicação na Argentina, Colômbia, EUA, Espanha e França, além de ter sido finalista do 61º Prêmio Jabuti e do 4º Prêmio Rio de Literatura. É sócia-fundadora da editora da nosotros, editorial, e da revista literária Parênteses. Doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento Humano na USP.

8/5 | Marília Garcia e Natasha Felix

Marília Garcia comentará a obra de Anne Carson (Toronto, 1950) e Natasha Feliz, a de May Ayim (Hamburgo, 1960-1996).

Marília Garcia (Rio de Janeiro, 1979) é poeta e tradutora. Publicou, entre outros, os livros Um teste de resistores (7letras, 2014) e Câmera lenta (Companhia das letras, 2017), pelo qual ganhou o Prêmio Oceanos 2018.

Natasha Felix (Santos, 1996) é poeta, educadora, performer e publicitária. Dentre as publicações, estão os livros Use o Alicate Agora (Macondo, 2018) e 7 poemas (Las Hortensias, 2019), edição artesanal e bilíngue (port/esp). A artista também integra a lista Under 30, como um dos seis destaques em Literatura e Artes Plásticas. 

15/5 | Amara Moira e Katia Marchese

Amara Moira irá comentar os poemas medievais “Bernal Fendudo, quero-vos dizer”, de João Baveca, e “Pero d’Armea, quando composestes”, de Pero Garcia d’Ambroa, ambos do século XIII. Katia Marchese, a obra de Violeta Parra (San Carlos, 1917-1967).

Amara Moira (Campinas, 1985) é travesti, feminista, professora de literatura e doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp (com tese sobre a traduzibilidade do Ulysses de James Joyce). Além disso, ela é autora do livro autobiográfico E se eu fosse puta (hoo editora, 2016) e de diversos artigos de crítica literária feminista e queer.

22/5 | Mariana Correia Santos e Mariano Marovatto

Mariana Correia Santos irá comentar a obra de June Jordan (Harlem, 1936-2002) e Mariano Marovatto, a de Laura Riding (Nova York, 1901-1991).

Mariana Correia Santos (Guarujá/SP, 1996) é poeta, tradutora e assistente editorial. Cursa graduação em Letras na USP, na qual se concentra em estudos de poesia e tradução. Participou em 2018 do Curso Livre de Preparação do Escritor (CLIPE) da Casa das Rosas. Publicou poemas na revista Lavoura nº 5 e traduções para a revista catalã sèrie Alfa nº 81. Em 2019, publicou a plaquete independente espaços íntimos.

Mariano Marovatto escreveu livros como Estirâncio (7Letras, 2019), Casa (7Letras, 2015) e Vinte e cinco poemas com Chico Alvim (Luna Parque, 2015), e gravou alguns discos, entre eles: Praia (Maravilha 8, 2013) e Selvagem (Embolacha, 2016). Recentemente organizou Os Fantasmas Inquilinos, antologia de poemas de Daniel Jonas (Todavia, 2019), e a versão em português de Silêncio de John Cage (Cobogó, 2020). Doutor em literatura brasileira pela PUC-Rio, toda a sua produção está disponível em marovatto.org.

29/5 | Guilherme Gontijo Flores e Jeanne Callegari 

Guilherme Gontijo comentará a obra de Walt Whitman (Huntington, 1819-1892) e Jeanne Callegari, a de Marly de Oliveira (Cachoeiro de Itapemirim, 1935-2007).

Guilherme Gontijo Flores (Brasília, 1984) é poeta, tradutor e professor na UFPR. Autor dos poemas brasa enganosa, Tróiades, l’azur Blasé, Naharia e carvão :: capim e do romance História de Joia. Traduziu Safo, Calímaco, Propércio, Rabelais, Burton, Milton, Rilke, Celan, Crespo e Wolf, entre outros. É coeditor do blog-revista escamandro e membro do grupo Pecora Loca.

Jeanne Callegari (Uberaba/MG, 1981) é poeta, jornalista e produtora cultural. Publicou os livros Amor eterno 2 (Garupa e Pitomba!, 2019), Botões (Corsário-Satã, 2018) e Miolos frescos (Patuá, 2015), todos de poemas, e Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável (Seoman, 2008), perfil biográfico do autor gaúcho. Em suas performances ao vivo, trabalha com os cruzamentos entre palavra, voz, ruídos e paisagens sonoras. É curadora, organizadora e poeta residente da Macrofonia!, noite mensal de poesia e audiovisual ao vivo em São Paulo (SP), realizada desde 2017.

Produção

Curadoria: Ana Rüsche

Mediação: Andrea Azevedo

Andrea B. Azevedo (São Paulo, 1987) é poeta e socióloga. Cursa doutorado em sociologia com pesquisa na área de teoria crítica do capitalismo e estudos sobre a emancipação social. É professora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Publicou livros acadêmicos na área de sociologia e filosofia pela Editora Senac. Sua primeira plaquete Seios n’água (ed. autora) foi lançada em 2019. É poeta selecionada do CLIPE 2020.

Parceria: Rádio Sens

Para participar

  • Os encontros são gratuitos, mas dependem de inscrição prévia.
  • Até 17/4, sexta, 13h, inscreva-se pelo formulário: https://forms.gle/PoySA1m35DayfShS8
  • Você receberá, no dia 17/4, o link para participar via Zoom.
  • Inscrições enviadas depois das 13h do dia 17/4 serão respondidas somente depois de terminado o primeiro encontro.

Aspectos técnicos para participantes

  • Preferir baixar o Zoom no computador ou instalar app no celular. Caso use no celular, provavelmente será necessário recarregar bateria.
  • Utilizar a câmera: é simpático ver o rosto de quem assiste. Se puder inserir seu nome e a cidade de origem, também é uma prática legal.
    Qualquer atitude desrespeitosa será punida com banimento de participante.
  • Pela quantidade de pessoas envolvidas, a princípio, não abriremos o microfone para perguntas. Também não pretendemos responder a todas as perguntas no chat. Mas estaremos de olho nas mais frequentes ou interessantes.
  • A capacidade da sala é de 100 pessoas, observada a ordem de entrada de cada participante. Por favor, entre se realmente quiser assistir.

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