Ontem não contei nenhuma mentira grande. Perdi a oportunidade! Logo eu, que adoro o dia.

De relevante, apenas gostaria de dizer que se houver uma vaguinha pra trabalhá como

nomeadora de vidrinho de esmalte

ou

nomeadora das operações da polícia federal

me chama. São áreas apaixonantes.

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Segundo a sábia wikipédia, “as operações da Polícia Federal recebiam nomes para identificá-las no âmbito interno do órgão, de forma a referenciá-las de modo rápido e sigiloso. Com o tempo, os nomes das operações passaram a ser também divulgados através da assessoria de imprensa do DPF, e a denominação das operações tornou-se tradição. A primeira operação a ter nome foi a Operação Arca de Noé, de 2002, batizada pelo então responsável pelas investigações, o delegado Zulmar Pimentel”Aqui você pode ler todas.

Gostaria realmente de trabalhar nesta área. Cito algumas criações batizais: Operação Praga no Egito (clássico), Operação Tempestade no Peste (nonsense), Operação Ponto Com (pop), Operação Integrada Afrodite (moteleira), Operação Veredas (póetica), Operação Carrossel (lúdica) e, a que não poderia faltar, Operação Cavalo de Tróia!

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A respeito dos frasco de esmalte, tem até matéria sobre o tema, cito trecho: “[entenda] como são criados os nomes [de esmalte] da Big Universo. Clarissa Ezaki, gerente comercial da Orion Cosméticos, explica que Gilmar Leite Siqueira, dono (e químico responsável) da marca, é chegado em astronomia. Por isso é que dá pra encontrar no catálogo deles frasquinhos chamados Cosmos, Sideral e Fenix. E por isso também que existe no mercado o esmalte Hadron que, na verdade, é o mesmo nome de um acelerador de partículas”.

De minha parte, declaro que nisso não tem o que disputar com a Colorama (infelizmente esta que vos escreve não recebe nenhuma pinceladinha de esmalte pelo merchã… e só pra me vingar digo que minha cor do coração e dedinhos sempre foi o Gabriela da Risqué e botei o Bata Rosa da Impala na imagem, cuja cor está inclusive distorcida). Além dos clássicos Puro Glamour e Deixa Beijar, é vitoriosa a Coleção Respeitável Público, que traz o Corda Bamba, Ha Ha Ha e o Nariz de Palhaço. Eu, claro, vou com o último.

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E viram que post sobre as viagens nada? Tô achando que nem fui pra Etiópia – fui ali pra Sorocaba, fiz uns photoshops e voltei…

 

minha paixão súbita pelo sol nos pés. é que no verão o sol se faz tão quente que nem dá pra apreciá. e no inverno tão morno que só percebemos aquela luz. isso do outono tem tanto a luz, quanto um calorzinho… espero que dure ainda algum tempo.

 

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se eu tivesse muito-muito dinheiro

 

não seria eu, aqui

nem mesmo vc

existiria

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não sei, isso de estudar me deu vontade de ficar com os pés no sol. um friozinho de nada e umas tardes lindas.

Ia dizer das viagens. Mas tem uma coisa que é bem engraçada que queria compartilhar. Sempre que a gente começa a estudar um livro a fundo, vc dá umas naufragadas.

Outro dia perguntei mesmo ao Sentelhas: e como será que se pronuncia “Ursula Le Guin”? Ele sugeriu procurar na Wikipédia. Bem, descobri que no site oficial da autora há um FAQ – Frequently Asked Questions. E ali consta exatamente a How do you pronounce your name? (e ainda uma outra How do you pronounce the names and words in your books?). Ao menos a gente não se sente estúpida sozinha.

Pior que a explicação sobre a pronúncia do nome não é nada simples, colo:

“I still get questions about how my name is pronounced, and have been meaning to put something about it here on the website. And I wanted to correct Wikipedia, which led off its entry with the strangest screw-up in International Phonetic Alphabet: Ursula as pronounced in America, Kroeber as pronounced in Germany, and Le Guin as pronounced in France. Weird! I’d use those pronuncations only in Germany or France. And the French one isn’t even as “correct” as whoever put it there thought, because Le Guin is not a French name at all; it’s Breton. It’s pronounced, to the best of my knowledge, just like its Welsh cognate gwyn — white, blond, fair.

Not many people can read IPA anyhow, so here I am in English:

URsuhluh (UR as in burr; or, in England, URsyoola) KROb’r l’GWIN

If you want to see it in IPA, Paul Topping (three cheers for him!) got through to Wikipedia and got them to correct it — so, look me up — I’m ever so phonetic”.

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Outra coisa divertida é ver as diferentes capas mundo a fora. Capa de ficção científica sempre tem aquele toque do brega adorável. E nos vários idiomas dá uma sensação do brega interestelar. Embora a capa da edição brasileira seja das mais bonitas – palmas à Aleph.

Fiz um álbum pra vc [clica]

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.Ok, fim de pausa. Retornarei aos estudos. E às promessas de relatos de viagem.

 

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- O que eu quiser? Que todos sejam felizes!

Ouço pela enésima vez a gravação e continuo rindo. Há piadinhas que nunca perdem o viço. Ainda mais em um sotaque gostoso. Acho que o João Paulo Borges Coelho conquistou aquela parte difícil que temos aqui dentro: a possibilidade de admirar alguém. Percorro o menu do celular vagabundo, são 6:30h da manhã e já estou na rua esperando a carona, uma certa alegria em ver tantas arquivos com gravações em moçambicanês, cheias de ruídos de estática e expressões que não percebo direito.

Claro que podia transcrever todas num livro bem sério. A la Michel Laban. A la Patrick Chabal. Só que tenho aquele desejo irresistível de não ser séria. De ser deliciosamente preguiçosa. E imagino (pra não dizer que tenho certeza) que não ser séria e deliciosamente preguiçosa é uma das poucas maneiras de escrever em brasileirês. Não trair a pátria. Dou risada. Pátria é uma palavra bem estranha. Aí o Pessoa diz que a minha pátria é a minha língua. Trair a língua? O Caetano vai mostrar a língua e cantar o que vc já sabe – se não erro, a letra é: “A língua é minha pátria. E eu não tenho pátria, tenho mátria. E quero frátria”. Nem sei se concordo. Esse jeitinho transgressor do Caetano.

O brasileirês não é minha pátria, aliás, Deus que me livre da hipótese. E, estranhamente-nada-estranhamente, uma descoberta: nada mais me soa tão brasileiro quanto o “porque a orthographia também é gente” do Pessoa. Parece meu pai falando! Difícil isso tudo, não? E tem lá uma certa beleza. Como se a língua do outro, que é a tua própria, fosse a língua que se fala durante o sonho, a língua que se fala no lugar onde é o mesmo, mas as ordens estão em outros lugares. Os mesmo, agora outros.

- Não percebi.

Demorei quatro dias para compreender que “não percebi” significa “ãh?”. Em brasileirês escrito o “não entendi”. Claro que sou tonta e ainda mais falado rápido o “não percebi” vira uma nuvem, uma gaivota rasante. E o Izidro deu risada do meu “advogar”: que facilidade vocês tem de inventar verbos! Em moçambicanês não sei como se diz “advogar”, desculpa leitor, embora seja a culpa toda tua por não escolher blogsde melhor qualidade. Aliás, vc mesmo pode ir pra Moçambique e descobrir como se fala “advogar” por lá. Não irei procurar no google, o google atrapalha toda a graça dos ignorantes. Se o dicionário é o pai dos burros, o google é o Primeiro Patriarca da Era da Grande Ignorância. Uso muito.

Percebo a textura dos passos nas calçadas de terra. Sabem a saudade. As sandálias infiltradas transformam-se em sementeiras. Rumos tranqüilos. Familiares. De piadas com viço. Minha terra são meus amigos.

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Estes post integram a coletânea Língua Comum, memórias sobre minha curta estadia em Maputo em agosto de 2010.

Imagem: wikipédia commons, autor Andrew Moir

Agora com este layot lindo, dá vontade de ter um projeto para o blogue. Nada muito sério ou compenetrado. Já basta o que me requerem em outros espaços. Pensei em contar sobre minhas viagens – Moçambique, Etiópia, Sudão. Nem as fotos mostrei. Sou péssima nisso. Bom mesmo é viver. Enfim, vou postar sem pressa. Acho que vc irá gostar.

Amanhã começa, já programei.

adorei que repassei. via petê rissati no feice.

só que, no lugar de usar imagem como o petê usou, vai no passo-a-passo.

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(a) acesse www.linguee.com.br – “dicionário e busca em 100 milhões de traduções“.

(b) no campo de busca, digite “a lot” e escolha a tradução do inglês ao português.

(c) leia as entradas na coluna da esquerda.

O interessante do nome é que, assim como “ana erre”, esconde um verbo. Bem, queria fazer uma grande festa, na realidade algo minúsculo, mas que pudesse parecer grandioso

: a fantástica inauguração do novo layout do blogue!

E tava esperando o ano começar pra isso. Passar o carnaval. Guardar as fantasias rasgadas. Costurar, remendar. Só que o ano começou e não me aprumei exatamente. Isso do cotidiano-rolo-compressor.

Tudo pra dizer, bem, aqui estamos em cartaz novamente.
Mais organizados. Ou não.
Mais elegantes. Certamente!
Gracias à Dani Mascotin que conduziu a esta reforma de olhar.

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Do Caio, digo que estou na metade do livro Caio Fernando Abreu – Inventário de um Escritor Irremediável, escrito pela Jeanne Callegari. Estou com vontade de ler este livro desde que conheci a Jeanne, em julho de 2009, tuitando no Roda Viva com o Gay Talese. A época, Jeanne era uma mulher compenetrada com aros grossos de óculos. Hum, ela continua compenetrada, mas os aros são mais finos. Nunca que ia imaginar que a gente ia virar amiga das mui queridas!, ah, mundo-gira-mundo.

Ontem finalmente o livro estava em mãos. E, na minha cadeira de balanço, durante a tarde quente, fiquei lá lendo, instigada com o Sr. Abreu. Até a metade que li, o trabalho é muito bom, Jê!, que pesquisa, tô gostando, tô gostando.
Só achei que o Caio deveria ter publicado um livro de poema.
E um barato como ele descreve a Clarice. Fiquei rindo.
Bom indico. Mesmo sem ter lido na íntegra (e vc acha que todas as pessoas que indicam livros os lêem na íntegra?!).

Voltarei aqui. Não se perca. Nem eu.

FEMINISTA NO ARMARINHO!

- detalhe pro colar de carnaval repaginado numa tiara estilo femen.

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